A parede do banheiro ia somente até a altura da porta e o vão acima permitia a passagem de odores para o quarto. A solução foi fazer as necessidades no banheiro da recepção para não tornar o quarto insalubre. Desconforto total.
Mas o pior estava por vir. No café, minha esposa pegou talheres na mesa do buffet e foi se servir de novo. Uma funcionária foi até ela e disse que ela não poderia pegar os talheres porque já tinham talheres na mesa e, em voz alta e tom debochado, tomou os talheres das mãos da minha esposa, inclusive tocando nela, como se estivesse corrigindo uma criança. Obviamente, fui até esse ser infeliz e apliquei, provavelmente, o maior sabão que ela levou na vida. Expliquei que os talheres dispostos na mesa já haviam sido usados e que precisávamos de talheres limpos. Depois, dei-lhe um belo esporro, em voz alta e em espanhol para que todos vissem, como ela fez com minha esposa, enumerando os motivos pelos quais ela não poderia ter feito o que fez. A funcionaria não deu um pio, mas ficou transtornada. Voltou pra cozinha e de lá não saiu mais. Começamos a ouvir as coisas sendo arremessadas dentro da cozinha, uma barulheira danada, e os outros hospedes ficaram assustados. Na recepção solicitei a presença do gerente, mas a recepcionista disse que ele não estava na casa. Disse também que fariam algo, mas duvido muito. Perguntei pelas câmeras no salão e disseram que não tinha. Eles se protegem. Já ficamos em hotéis mais simples, mas pelo todo foi a pior experiência.